“Era uma vez um patinho feio…”

Eu me lembro como se fosse ontem. Quando comecei a desenvolver aplicações web, o JavaScript, apesar de ter seu uso — normalmente limitado a validações de formulários e joguinhos do tipo pergunta-e-resposta — não era algo que os desenvolvedores conheciam nos mínimos detalhes. Na verdade, ninguém parecia se importar em saber mais do que fazer uns testes if/else e mostrar um alert na tela. Eu inclusive.

Alguns anos se passaram e a coisa ficou bem diferente. Conhecer JavaScript e suas peculiaridades é requisito obrigatório. Qualquer aplicação decente utiliza a linguagem em partes importantes do seu código, bibliotecas para as mais variadas funções são criadas a cada dia, as engines estão cada vez mais velozes. Isso tem que significar alguma coisa.

Teria o JavaScript deixado de ser uma linguagem de script e se tornado uma… plataforma?

Claro que o JavaScript tem problemas. Nada é perfeito. Só que antes de dizer que a linguagem é ruim, ou que não é tão “sexy” como Ruby (ui!), muitos esquecem que JavaScript é a linguagem (plataforma?) que dispõe da maior base de potenciais usuários. Maior até que ActionScript/Flash.

Se formos parar para pensar, isso nem é assim tão surpreendente: a única coisa que, por enquanto, impede que um usuário rode uma aplicação escrita em JavaScript é a ausência de um browser. Tirando os servidores, quais as chances de um computador não possuir um browser instalado? Praticamente zero, eu diria. E o mesmo vale para os smartphones, netbooks e outros dispositivos.

Por isso, aos que gostam de profetizar sobre qual será a próxima grande linguagem, fica a lição de que não existe uma bola de cristal que funcione. Afinal, ninguém imaginava que JavaScript, o então ex-patinho feio nascido em 1995, viria a chegar onde chegou.

E o melhor ainda está por vir.

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